Monday, April 17, 2006

Marketing Mix do Amor

O amor é produto. Não lucrativo, afectivo. Posicionamento em segmento. Tem marca. Proibidas as imitações, as contrafacções, as violações. Sugerem-se estudos, investigações. Estratégia que às vezes vira comédia. Tem política de pricing. Preço é adesão, força e convicção. Tem feeling. O amor tem ponto de venda. O amor rompe mas também emenda. O amor comunica um ideal. É o Marketing do Amor na era da TV Digital. O Marketing Mix do Amor anda à procura de um ritual. No Amor, o Marketing é lobbying, o Mix é game advertising. Na era da Internet, o nosso Amor é viral. O Mix é plano, poder, pessoas e processos a correr. O Marketing do Amor tem grande potencial. Eu quero ser interface, estar on line com o meu amor pós geracional

Sunday, April 16, 2006

Crédito sem limite para um agri - doce Amor Atlântico

Neste Amor sente-se a frescura da maresia Atlântica e o calor tórrido das marcas da liberdade africana. Num Amor assim, sente-se princípio sem limite, um meio que não me carrega para o fim.
Sente-se o fado, a bossa nova, sente-se o prazer artesanal. Devoção aos ritmos, afinal.

Neste Amor, Deus e Diabo no ar, virtude e pecado, tudo e nada a rufar. Uma alma negra e branca que me encanta. É a vida a crescer que há-de mudar! É o papel de fé que quero representar.

Neste Amor, há um banco de esperança, um depósito de poder e fogo. Juro justo para o povo, aguardando bonança. Mas há prazo e ordem, crédito sem limite para a conta Amor – Jovem.

Neste Amor, há cafeína, há peixe de rio, há mar salgado. Nesta cafeína, há Amor açucarado. Neste mar de trânsito, há um Amor Atlântico! Neste rio de emoções, há jograis e foliões. Não é altura para a ruptura. A sentença ditou presença!

Saturday, April 15, 2006

O doce bom e o poder do Sim!

Ela entrou.
Foi uma flor que se entregou!

Corpo mistério envolvido pelo poder e génio do Sim. O verdadeiro poema na reunião de toda a intensidade. Sem data nem idade, responde com o coração, mesmo no último quarto da cidade. Olhar – fogo, de sentimento ardente, Fénix renascida em terra quente, caril de palavras mil. Nem dieta com garantia, nem doce bom, nem ementa de sedução. Néctar de verdade semente, acidente de marés, paixões inundadas a seus pés.

Oh, quando ela entrou.
Foi uma flor que se entregou!

O nosso amor. Esse amor não tem manual de instruções, nem garantia vitalícia. Esse amor voa alto, sobre pomares de frutos proibidos. Pássaros, passarinhos, passarões, esse amor não tem manual de instruções. Corre em liberdade nas veias encantadas e é letra de canções. Profundidade sem idade, prazer litoral, esse amor não é cópia, é original!

Ela entrou.
Foi flor que se entregou com um doce sim que, espero, não tenha fim!

Tuesday, April 11, 2006

Quente timidez de uma mulher-força

Deitada no chão, Rita contempla a terra quente de um Alentejo que tarda.

Palavras pensadas soam a um querer tímido, pendurado nos lábios sedentos da água que permanece no fundo do poço.

Palavras bem ditas, lembram pecadilhos distantes, toldados por um adolescência malandra, ávida de aventura e sorte.

Palavras benditas, cativam a razão de uma mulher – força, raiz profunda de frutos apetecidos, colhidos no melhor da idade.

Palavras tentadas, invadem a esfera da mulher, desta mulher-prosa poética, ritmada, fervendo nas veias a vontade da entrega atrevida, sem perdão, nem compaixão.

Palavras gritadas, de dor. Dor gravada no Ocidente de uma eterna saudade.

Deitada no chão, Rita contempla céus e estrelas. Movimentos perfeitos. Da criação. Ventos povoam o futuro da maré do seu amor. Trazem-lhe o alimento da lama para a alma.

Deitada no chão, Rita sonha. Sonha com o trigo dos céus, com as águas dos riachos a correr nos sentidos, com o amor que é carne.

Deitada no chão, Rita levanta-se e afasta os troncos e as sebes. Soma e multiplica emoções. O coração, num instante, transborda de positivas certezas. Rita está numa nova terra. Continua quente, mas fica mais perto do centro, da terra onde nunca é sempre, mas ainda há sol e um trono para o amor, de quem merece todo o calor.

Tuesday, April 04, 2006

Uma amiga colorida

Vais falar da tua vida como um livro branco,
onde aparecem histórias escritas a preto,
mas não há histórias escritas a branco.
Esses são os segredos que não conseguimos ler.
O teu livro já não é branco,
já não é virgem.
Tem páginas de muitas cores,
mas tem ainda muitas páginas por escrever.
Construídas em múltiplos amores!

Saturday, March 25, 2006

A tampa

Faço parte dessa geração da tampa! Ou melhor, da geração da lata! Há ainda os que lhe preferem chamar geração do gás, ou da gasosa. Gás na tábua!

Nos anos 80 era frequente um rapaz levar tampa. Não para oferecer à namorada ou à jovenzinha amada! Uma tampa significava “chegar para o lado”, “sair de jogo”, “arrumar as botas”.

Levava a melhor quem tivesse mais lata. Mas com mais lata, havia a possibilidade de levar mais tampa!

Ter lata dava jeito. Fosse ela R5 ou Fiat 600. A lata era proporcional à conquista. As borbulhas é que não!

Que bom era viver no tempo em que o amor exigia muita lata e muito gás, para não levar tampa!

Sinto Vitória chegar!

Vitória é nome de rainha. É nome de cidade. De clube de futebol da terra do nosso primeiro, do conquistador. É nome de terra abençoada pelo Espírito Santo. É nome de mulher!

Vitória é nome de resultado, paixão ao rubro, adversário a temer! De afecto e prazer! Siiiiim! Ui….! Consegui!

Sentir Vitória chegar é privilégio de Don! É um dom! É o sentimento elevado à categoria de foz do desejo. A chegada. O despejar de toda a emoção!

Já sinto Vitória chegar!

O tempo de Diana

Não a conheço.

Minto.

Sim, conheço-a muito bem!

Diana vive intensamente o seu tempo! É uma mulher do seu tempo. Detesta os cinzentos. Quer o preto no branco. Adora os rios que correm para o mar. Amar é um eu que se transforma em nós. Nós entrelaçados são labirinto de avanços e recuos. Avança para o Oriente, com o Ocidente na bagagem. A última paragem fica a Norte, ou será a morte?

É vida, água, terra, chão, fogo, calor, paixão. Amor! Sem sexo perde fulgor!
Vive próximo dos doces pensamentos em palavras azedas.
Conquista, inicia rupturas!
Dura pura, mas mole pode ser se alguém a merecer!

Afinal de contas, o que ela quer é viver!

Tuc Tuc
- És tu, Diana?
- .....................
- Podes entrar......na minha vida!

Friday, March 24, 2006

A Noite. Tempo e Palavras!

A noite será sempre o recanto predilecto do dia para o doce ou amargo amadurecer dos sonhos. Tristes ou alegres paixões, ilusões consoladas num instante. Tudo se esvai como se um rio passasse ali tão perto e nos levasse a emoção. E aí sentimos um pesar enorme por não sermos donos dos nossos sonhos e dos nossos pesadelos.

Foi naquela noite de um Agosto quente, um raio de insónia a perturbar-lhe o sossego, que Diana percebeu a distância que ia de ontem a hoje, de um “sim” a um “não” – tempo e palavras!

A barreira mais difícil de ultrapassar é a do ser ou não ser. Do ser capaz, do ser compreendido, do ser fiel, do ser amigo ou amante. Do não ser capaz (IN – capaz), do não ser compreendido (IN – compreendido), do não ser fiel (IN – fiel), do não ser amigo (IN – imigo), do não ser amante (IN – feliz).
Quantas vezes ser “IN” ajuda. Não aqui. Ser “IN” é andar com o mundo às costas, às avessas. Diana tinha disso uma noção pouco menos que exacta.

Diana nunca se esqueceu que, de ontem a hoje, tanto e tão pouco nos separa o tempo. Ele é o remédio de muitos males, tónico para lisonjeiros prazeres. Ele lhe indicou a distância que os separava – o tempo e palavras!

Mas todas as distâncias, Diana, só serão ultrapassadas se fugires da cidade de todos os dias, destas ruas de todos os dias, das pessoas de todos os dias.
Será esse tempo que te vai permitir descobrir uma personalidade, a de quem nasceu com asas para voar mais alto que o Sol e que, voando no pensamento, ninguém ousa segurar.

Não transformes o teu sonho num manto de saudades sob o espaço. Agora, Diana, as tuas mãos estão quietas, adormecidas. Mas se a distância se anular, terás forças para rasgar o infinito, para cumprir tudo o que estiver escrito, para te tornares um misto de ser e de hoje.

E foi na angústia desta breve tortura, levantando os pés do chão, que Diana sentiu uma dor igual à dor do seu peito, fechou a boca e acordou.

Tinha sido apenas mais um sonho. Tempo e palavras! Nada mais!